Taxas de juros e crescimento econômico

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Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva
Da Escola Neopatrimonialista

O que faz um país crescer economicamente são diversos fatores, entre os principais: o seu custo geral, inflação, tributação e taxa geral de juros.

O custo geral, é o gasto que uma empresa teria que pagar para investir no país, incluindo nele o custo da empregabilidade, fretagem, materiais, fora a burocracia, o que dificulta o investimento. A inflação é a perda do poder aquisitivo da moeda. A tributação é o tanto que o governo suga do mercado, ou que o Estado gasta exigindo que paguemos por esta contraprestação de serviços. E por fim a taxa geral de juros de crédito, ou seja, um percentual que regula o custo do dinheiro, e a facilidade ou não para se obter um empréstimo, abrir um negócio, e conseguir manter a empresa em níveis adequados de giro. Esses quatro fatores que influenciam, pois, o crescimento econômico. Formam o CUSTO-NAÇÃO, sobretudo, este possa ser identificado nos gastos gerais que a empresa possui para produzir o seu investimento e fazê-lo gerar renda.

Se há crescimento econômico, haverá o social indubitavelmente. A barreira para que não exista o crescimento social, realmente, é a corrupção. Mas numa ótica direta, mais crescimento da economia melhor para a sociedade.

Neste contexto, o crédito patrimonial envolve aceleração da qualidade social desde quando favoreça o crescimento das empresas.

Isso por uma relação muito simples: quanto mais crédito a empresa tem mais ela investirá, e com isso mais ela terá que gastar, empregando mais gente, gerando mais tributos, gerando mais renda, mais lucros, e com isso mais políticas públicas, mais poupança e mais desempenho para manter as famílias, e melhorar o setor no qual ela está inserida.

Quanto mais baixa a taxa de crédito, mais favorável é o custo do dinheiro; o Estado não tem que emitir taxas altas para que possa pegar o dinheiro do mercado e mantê-lo para si, para pagar as suas contas, o contrário, ela deixa o mercado livre para que possa girar, e nesta circulação poder pagar mais impostos no movimento das faturas e nas arrecadações por volumes em quantidades maiores, e não em volumes altos com quantidades menores.

O crédito patrimonial exigirá pois a redução do custo-país automaticamente, no momento que o aumento dos valores buscados, e dos financiamentos, gera mais consumos e nisto mais empregabilidade.

O efeito reverso acontece quando se diminui as taxas de juros sem o custo geral das empresas, logo, se mantém menos emprego porque o consumo se refreia, e além de empregar pagando caro, as empresas pagam altos volumes de financiamento, com isso fecham as suas portas, ou empregam menos, não conseguindo manter um custo geral que seja compatível com a sua receita.

Interessante que para que a empregabilidade aconteça não basta que a taxa seja baixa, mas que toda uma reforma das leis do trabalho, para reduzir custos, e pagar mais ao trabalhador pela renda, e pela justiça do seu trabalho, seja feita e cumprida, senão a baixa de juros oferece um efeito reverso: a oferta de dinheiro sem possibilidade de produtividade, ou aumento de produção, consequentemente sem crescimento de empregos.
O efeito reverso é simples de ser entendido porque se os custos com pessoal não diminuem e são fixos, como posso pegar dinheiro com ofertas baixas, se pouco adiantará para aumentar a variabilidade do meu custo? É um raciocínio impossível. As empresas, então, não conseguiriam pegar a oferta de dinheiro, porque o custo de produção seria o mesmo, com altos custos fixos, mesmo com pequena variância dos custos do dinheiro.
Além disso, toda uma estrutura tem que estar favorável para a baixa da taxa, como dissemos antes, que o Estado não busque arrecadar tanto, e manter uma carga pesada de impostos, e de custos, pois assim vai exigir muito mais dinheiro do mercado, e por tal terá que aumentar a sua conta de juros, para que na especulação lance títulos para si mesmo, e consiga pagar as suas contas.

Uma alta taxa de juros faz o Estado buscar mais dinheiro e tirá-lo do mercado, e ao mesmo tempo que as empresas não produzam com crédito, não financiem os seus clientes, e percam então produtividade.
Uma baixa taxa de juros faz o Estado buscar menos dinheiro no mercado, e deixa-lo girando mais, assim as empresas pegam mais crédito, pegam mais dinheiro, conseguem empregar mais, porque precisam produzir mais, para aumentar a sua oferta no mercado e a sua produtividade, ampliando o capital.

O efeito de baixa e queda da taxa de crédito aumenta a oferta do dinheiro das empresas e com isso a produtividade.

Com mais produtividade a empresa terá mais consumo, e mais custos a se arcar, o dinheiro é barato, e nesta linha, conseguirá empregar mais gente.

Vendendo mais, e garantindo mais produção, ela consegue se ampliar.

O efeito disso é o chamado CÍRCULO VIRTUOSO, ela vai aumentar, vender mais, pagar mais impostos, empregar mais gente, pagar melhor os funcionários, pagar mais contribuições, mais fornecedores, mais capital de terceiros, ter mais lucro, se ampliar, criar poupança própria e das famílias que dela dependem, e assim melhorar a sociedade na qual está inserida.

O Brasil viveu numa crise de especulação que vimos fortemente acontecer desde as mazelas das políticas monetárias, dos Planos Verão, Collor, etc., gerando com isso uma vida financeira sufocante para todos de nossa sociedade. Depois com a moeda real os problemas aumentaram quando a taxa chegava a quase 30%, o que era impossível ao país conseguir dinheiro para as empresas; os bancos emprestavam pouco mas com grande rentabilidade, os títulos eram caros, o Estado pegava o dinheiro todo para si, o consumo caia, aumentava-se o desemprego, e o valor da moeda se estabilizava à custa do crédito.

Mais tarde nos últimos anos, a taxa então cai para 20% e depois gira em 15%, o que ainda era taxa alta; enquanto uma poupança rendia 6%, depois abaixo disso em certa regra de governo, os ganhos dos empréstimos eram de no mínimo 30%. Diversos processos vinham dessa situação desde as revisões contratuais, até mesmo os expurgos de inflação dos fracassados modelos de inflação que nunca chegavam a lugar nenhum e só aumentavam o eufemismo que se chamava de riqueza, enquanto realmente se faziam em especulações improdutivas. Os chamados capitais artificiais.

Agora sim temos uma taxa de 4,25% a mais baixa dos últimos 30 anos e uma das mais baixas da história do país; perde ainda para as da Europa em 3% e as dos Estados Unidos em 1%, todavia, temos pois dinheiro mais exposto ao mercado, mas probabilidade de crédito patrimonial, aumento de mais de um milhão de empregos em um ano, e com isso aumento do consumo produtivo, e da produção, favorecendo mais trabalho, e mais impostos com o giro do crédito neste mercado.

Isso será favorável para todos, aproveitando a onda de maior crédito no mercado, teremos pois, aumento de investimentos, e o resultado é a evolução dos empregos, e a redução do déficit social, a qualidade da sociedade cresce com esta situação de crédito patrimonial, pois, melhorando as empresas, temos pois a melhora das famílias que precisam dessas empresas.

É um círculo vicioso exposto e constante a melhorar e aparecer com a prosperidade social a partir de políticas macroeconômicas que favoreçam a microempresa e o crédito patrimonial em multiplicação, mais ampliação da capacidade produtiva, mais empregos inequivocadamente serão resultados dessa excelente taxa de juros.
Uma nova era tende a aparecer, esperamos que ela melhore cada vez mais, todavia o caminho é certo: a melhoria das taxas, para aumento do crédito, e o crescimento das empresas, e do dinheiro produtivo no mercado, melhorando a empregabilidade, e a sociedade em geral.