O SISTEMA PARA D`ÁURIA

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram

Compartilhe este artigo!

Prof. Rodrigo Antonio Chaves da Silva

Escola Ratiocinandi Scientia

 

O mestre D`áuria, tinha em sua grande cultura que o objeto patrimonial seria o único possível dentro da Ciência Contábil, pois, a ciência é um conjunto de conhecimentos organizados, que visa por meio de uma metodologia expor e muito bem explicações sobre o seu objeto.

Ele reconhecia isto desde as primeiras proposições em sua “Contabilidade Positiva”, cujo nome lhe tinha inspirado muito.

No entanto, como a Contabilidade possui um sistema de informação e poderia ser confundida como processo, imaginou uma generalização mais que possível.

Não haveria patrimônio mais, contudo, apenas o sistema, que deveria fechar o ativo e o passivo. Ou um ativo e passivo, dentro de conceitos definidos.

Tendo como objeto o sistema, qualquer elemento que fosse sistema, o seria contábil, e logo, objeto da Contabilização pura.

Existiria, então, uma Contabilidade comportamental, moral, filosófica, mental, social, ecológica, familiar, ambiental, biológica, individual, planetária, lunar, estelar, astronômica, etc.

Assim haveria uma Contabilidade mental, como sistema, um ativo de bens e virtudes e um passivo de vícios e defeitos; um diferencial positivo caso as virtudes fossem maiores que o passivo de defeitos.

Até no sistema solar haveria uma Contabilidade, no sentido que haveria um equilíbrio, um balanço sempre disposto a ser contabilizado.

Esta teoria entra no campo da imaginação fértil, e é claro que não tem CONCRETIZAÇÃO.

Ela pode ser válida apenas nos campos da intuição e da extra-lógica, isto é, um tipo de colocação conotativa.

Era uma teoria conotativa, uma forma de dizer, pois, a Contabilidade numa observação forte, mas metafísica, estaria ela “contando”, “contabilizando”, e “mensurando” a todos os sistemas. Claro que é válida no campo da “maneira de dizer” mas não é ciência, e sim uma ótica filosófica. Imaginativa, e até mesmo extra científica.

Em parte não está errado pensarmos que temos um ativo e um passivo, mas esta é uma FORMA DE DIZER. Um tipo de filosofia.

O que D`áuria fizera é uma extensão conotativa da Contabilidade, num tipo de lógica excêntrica, isto é, um imaginação não concreta, para um ponto de vista de generalização.

É um tipo de filosofia.

O mesmo Comté tinha feito na sua tentativa de reducionismo, até se criar uma religião positiva. Claro que o mestre francês estava errado. Mas a tentativa de absolutizar o pensamento, permite, sem dúvida uma posição conotativa, até que respeitável, todavia, sem panoramas práticos.

Sua teoria seria chamada de UNIVERSALISMO pelo mestre Sá, devido a sua condição de generalizar a Contabilidade, filosoficamente, contudo, nos campos da imaginação, do simbolismo, e não do sinal evidente que poderia ser concreto nos estudos do fenômeno patrimonial.

Algumas dessas conceituações foram transformadas em realidades práticas, porque havia exequibilidade, como o caso da Contabilidade ecológica, ambiental, social, econômica, mesmo assim com certa dubiedade, outras não conseguiram tamanho intento (como a lunar e a estelar, por exemplo).

Mesmo assim, a generalização de certa maneira sem fundamentos patrimoniais, sempre se fez muito PERIGOSA.

Mas poucos sabem que a origem desses conceitos veio da CONTABILIDADE PURA DE Francisco D`áuria, e o Brasil pouco fala disto, que na década de 30, quem começou com os conceitos de uma Contabilidade ambiental, social, econômica, ecológica, humana, fora o grande mestre paulista.

Vieram do Brasil tais conceitos, para o mundo depois dizer que eles pertenciam a outros países.

Obstante, a fundamentação era daqui, do patrício nacional Francisco D`áuria.