BELCHIOR: O SANTO REI MAGO CONTADOR

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Neste domingo, a Santa Igreja comemora a manifestação do Senhor, a Epifania, a qual Ele se apresenta para todas as nações, embora o seu povo o tivesse rejeitado prontamente.

Do oriente vieram sábios, considerados “magos”, porém, no fundo, eram realmente astrólogos, ou seja, indivíduos que estudavam as ciências e faziam com que tivessem por meio do conhecimento e da filosofia, o alcance do Ser Supremo.

A filosofia inicial ou primeira é a metafísica, o estudo do ser, e do ser primeiro. Aristóteles assim concebia, porque para ele, a metafísica era a própria teologia, e assim lhe dava este nome quando cria a sua estrutura.

Outros autores como Jacques de Maritain concebem assim também, mas testemunham a parte inicial da filosofia como a lógica, porque primeiro, temos as afirmações sobre a verdade e o discurso, até para se estudar o ser.

Nós concebemos que primeiro deve vir a lógica por um questão teológica, isto é, no princípio era o logos, portanto, a lógica vem primeiro, como raciocínio mister para qualquer tipo de atividade ou pensamento. Isto porque primeiro vem o logos ou o Verbo Eterno que cria todas as coisas.

Pois bem, os três reis magos não era apenas astrólogos, sobretudo, eram cientistas, filósofos e astrônomos que praticavam a metafísica, e ainda, a lógica, nos tons máximos, reconhecendo que só havia um Deus, e que o salvador da humanidade não seria outro que não o próprio Jesus, vindo da raça hebreia.

Estudavam de tudo, inclusive a sagrada escritura, e conseguiram imaginar que de todas as revelações, a mais verdadeira seria a do povo Hebreu.

As demais religiões batiam neste mesmo ponto, por suas certezas, e logo por suas limitações, não chegavam aos pés da verdadeira revelação.

Reconheceram que UM SÓ É O SENHOR, e que ele se encarnaria, portanto, JESUS SERIA O SENHOR SEM DÚVIDA.

Eles praticavam uma religião filosófica, e ao mesmo tempo tinham outros ritos, no caso, – como comentam algumas vertentes ou opiniões – da religião persa. Mas de fato eram cientistas natos, astrólogos no sentido natural do termo, e não pesquisadores esotéricos. Destarte, concluíram que o verdadeiro Deus seria o do povo hebreu.

Eles representavam todos os povos, porque são de várias nações do oriente, da Ásia, da África, Leste da Europa, do oriente em geral.

Em algumas explicações conta-se que Belchior ou Melchior era rei da Pérsia, Gaspar, rei da Índia, e Baltazar da Arábia.

Todavia, sobretudo, eles representavam também todas as PROFISSÕES.

São três os reis magos: Belchior, Gaspar, e Baltazar, que respectivamente ofereceram ouro (realeza), incenso (divindade) e mirra (morte) para o menino Deus.

Conta a tradição que pelo ouro conseguido, a Sagrada Família conseguiu se manter por muitos anos, fora os demais bens que foram vendidos regularmente para manter as suas despesas no Egito.

Portanto, foram eles enviados por Deus, e eram também considerados santos, algumas tradições dizem os Santos Reis Magos.

Isso é fato que depois da adoração, para não se encontrarem com Herodes, foram alertados por Deus em sonhos, então tinham visões particulares e estavam na presença do Altíssimo.

Com os seus conhecimentos, eles conseguiram patrimônio e levariam suas reservas a Deus, ao verdadeiro Deus que só poderia ser Jesus.

Agora o que poucos concebem e não sabem, é que Belchior representava largamente a PROFISSÃO CONTÁBIL E ECONÔMICA, isto é, ele era CONTADOR.

Os demais reis tinham a profissão de filósofos e médicos, por isso deram a Jesus incenso e mirra, pois, Gaspar e Baltazar praticavam respectivamente a teologia e metafísica, tal qual a anatomia, física e medicina. Eram homens também de ciência. Eram grandes profissionais. Mas todos tinham a noção da religião.

Representavam os reis magos as profissões e ciências, sociais, humanas e filosóficas.

Mas foi Belchior que oferece a Deus, o objeto de sua ciência, o ouro, a riqueza, portanto, ERA CLARAMENTE CONTADOR.

Tal como Abel oferecia o melhor dos seus bens, e da sua administração, sendo aprovado claramente por Deus, Belchior ofereceria em vida o fruto dos seus estudos, e da sua profissão: o patrimônio, a riqueza, o ouro. Sendo aprovado por Deus. Pelos pais santos, José e Maria que aceitaram prontamente esta oferta.

Na verdade Belchior e os demais magos eram enviados pelo Pai Eterno para ajudar a Jesus, porém, eles cumpriam um dever que lhes era próprio: render culto ao verdadeiro Senhor de todas as coisas.

Isso é claro pela natureza do bem que ele deu, o ouro, representando a realeza.

É fácil deduzir que todos os três reis trocavam correspondência, e conversavam entre si por sinais no céu, porque eram de regiões diferentes, mas ao mesmo tempo, eram sábios de diversas ciências.

Belchior conhecia os segredos do patrimônio, sabia que todos os bens se foram colocados na terra, o deveriam ser utilizados para o bem social, e ao mesmo tempo, os que tivessem mais, deveriam distribuir justamente suas riquezas.

O meio para bem guiar as riquezas, seria a administração, e as regras seriam leis imutáveis colocadas pelo criador em lógica, portanto, os comportamentos patrimoniais teriam constantes, porque constante é o verdadeiro Deus.

Era um defensor da prosperidade, de tal sorte que não daria uma grande quantidade de ouro a Jesus se ele não a tivesse.

Durante a sua vida, ao seu redor, soube ele orientar a diversos empreendimentos, especialmente os públicos, a conseguirem evoluir por meio da riqueza, saber administrar as coisas úteis, saber gerenciar os orçamentos, saber fazer os planejamentos, e com isso enriqueceu, podendo empregar mais gente e fazendo sustentar muitas famílias.

Ele como era um homem de fé, concebia igualmente que os seus bens eram passageiros, que toda a sua inteligência, só poderia ser dada por um único Deus, e que Ele lhe tinha dado este dom, que seria portador e administrador do mesmo enquanto o Senhor lhe desse força e saúde.

O fruto da riqueza honesta deveria ser oferecido a Deus. Consagrou então, ao verdadeiro Deus todo o seu patrimônio, sua inteligência, e sua força.

Figura 1: Belchior ofertando ouro à Santíssima Virgem e a São José

Fonte: blog da canção nova

Por este modo não haveria outro caminho que não exercer a Contabilidade, e dispô-la para os bens humanos, de tal maneira que exercesse o seu fim, mas acreditando no verdadeiro Deus e reconhecendo que Ele viria um dia.

Os três reis magos tinha a mesma crença da Santa Igreja na qual o Verbo se encarnaria mesmo se não houvesse pecado, portanto, ele pensava logicamente: “Se o criador destas coisas pôs o homem com a sua inteligência, um dia viria a encarnar para aperfeiçoar a humanidade!”. No caso remir os pecados.

Para ele o Verbo Eterno que tinha criado o patrimônio, porque no outro reino, a riqueza da sua casa seria infinita, embora Jesus viesse na pobreza, era Senhor de tudo, um tipo de “disfarce” para se ocultar os verdadeiros bens e o verdadeiro patrimônio que Ele daria aos que o amassem livremente e sem interesses.

O rei mago sabia que todo o seu patrimônio era nada comparado com o verdadeiro patrimônio do Reino Eterno e do Senhor Deus, por este motivo, sabia que o VERDADEIRO REI E DEUS ERA AQUELE MENINO QUE IRIA NASCER, indicado na ciência por uma ESTRELA. Portanto, um fenômeno cósmico indicaria o seu nascimento logicamente.

Belchior então, praticava a gestão no oriente, estudava os fenômenos patrimoniais, perfazendo regras de comportamento e leis gerais, mas sabendo que tudo isso viria de Deus, que desde o início ele colocava um patrimônio a ser administrado.

Esta mesma noção tinha Masi em sua obra “La Ragioneria nella antichità” a qual traduzia o gênesis bíblico como o primeiro retrato patrimonial, pois, Deus Pai cria o patrimônio da humanidade e o determina especificamente para Adão e Eva vir a administrá-los totalmente, e nesta função se estabelece a regra constante da vida humana e do cosmo: a gestão das coisas materiais para o bem do homem e da sociedade.

Tal qual a literatura contábil começa no Islã com Abn Mohamed, não há dúvidas que esta influência veio muito das práticas de Belchior que não sabemos se foram escritas ou traduzidas por tradição oral, mas revelam que no oriente já se praticava a gestão contábil e o estudo do patrimônio antes do ocidente sem dúvida (porque a obra de Mohamed fora conhecida no mundo no século XX, todavia, ela influenciava todo o oriente, tal qual Fibonacci havia importado estes números e estes cálculos).

Belchior não apenas praticava a escritura, e a gestão patrimonial, mantendo a prosperidade, mas reconhecida que todo o zelo ético tinha que existir, logo, não se promovia às custas dos outros, e muito menos usava das artimanhas para se enriquecer, apenas colocava o seu posto de tal sorte que deveria ele respeitar a Deus em todas as partes de sua vida, firmando com Ele um grau de respeito, oração, e adoração, estendendo-o ao semelhante, de tal maneira que o seu serviço fosse valioso a Deus, na ciência dos homens, mas reconhecendo o verdadeiro Senhor de todas as coisas.

Era este rei mago um homem despretensioso, isto é, não tinha intenções de acumular para si, e muito menos de enriquecer nesta vida, não tinha idolatria, fato é que dera boa parte de suas riquezas ao verdadeiro Deus, portanto, um homem pobre de espirito, humilde, e com autêntico espírito de pobreza, embora tivesse bens.

Fazia como Davi, se apresentava como pobre, mesmo tendo patrimônio, porque todo rico perante Deus não é nada.

Sobretudo mantinha a sua riqueza a favor do criador de todas as coisas, pagando bem aos seus servos e usando de caridade. Por isso era justo e santo.

Muitos lamentavelmente não reconhecem que toda a vitória e todo o êxito, ou todas as riquezas para existirem, só o podem ter sido criadas e deixadas por Deus. Tudo o que temos não vêm de nós mesmos, se Deus não o permitisse. Bobo é quem se vangloria!

Tolos e néscios são os que acreditam que possuem alguma coisa, esta é a falácia do mundo moderno! Os que têm algo, que pensem logicamente que não possuem nada, porque prestaremos um dia contas com o criador destas coisas materiais, e das atitudes que fazemos! Seremos nós donos de si mesmos depois desta realidade tão profunda? O que eu faço respeita a lei de Deus e o semelhante, ou eu só penso em mim mesmo? Muitos ainda conseguem suas coisas fazendo o mal o que é muito pior…

Portanto, não reconhecem e não dão o verdadeiro dízimo de seus patrimônios, de modo que morrem na pobreza de espírito, e nos princípios da maldade.

Os verdadeiros ricos são os que não se apegam ao dinheiro, mas o usam como meio para o bem comum, e para Deus criador de todas as coisas.

Belchior era assim, e se fez santo sendo um grande contador. Sua história está presente em todo o Evangelho, e sua biografia se conta na eternidade.

Sabemos que isso foi fato, no momento que dá o fruto de suas riquezas, e do objeto de seus estudos para Deus, reconhecendo o Verbo Eterno encarnado como Senhor, praticando a religião, até mais que o povo judeu da época que não aceitou ao Cristo. Assim ele bem fez, dando a maior parte do que tinha, alcançando a santidade, sendo hoje na Eternidade reconhecido pela Santa igreja como um contador e economista que praticava em religiões e filosofias humanas o reconhecimento ao Deus único e verdadeiro, Senhor de todas as coisas, e até do patrimônio de todas as gentes, de todos os povos, e do pouco que possuímos.

Que pensemos um pouco em nosso comportamento ético como Belchior, o grande contador e adorador de Deus!