A ORIGEM DA DIALÉTICA NOS FILÓSOFOS GREGOS (PROVAS E LITERATURA)

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Um debate certo dia, exigiu a necessidade de aclararmos a todos os amigos, a origem dessa prática científica, às vezes colocada como método, mas concebida como um dos discursos teóricos mais importantes: a dialética.

Seu vocábulo provém do grego e latim, em ambas as línguas significam “diálogo”, “discussão” e “debate”. É um método que por meio do combate e análise de ideias, se consegue ou procura a verdade de ambas.  Ou a mais lógica premissa.

Ele começa com Heráclito quando destaca que tudo é passível à discussão, mas Aristóteles coloca a autoria em Zenão de Eléia – basta ver os historiadores da filosofia Giovanni Reale e Dalto Antiseri, na obra “Storia della filosofia”.

Alguns atribuem a sua origem em Sócrates, no entanto, ele cria a maiêutica que nada mais é que o método de procurar a verdade por perguntas, pode parecer com a dialética, embora esta seja mais específica, você pode fazer questionamentos consequenciais sem necessariamente entrar numa contraposição de ideias, obstante, na manutenção de uma mesma verdade.

Mas a origem mais teorizada da dialética provém de Platão, e sua sofística, 253-c ele diz: “a maior de todas ciências… a ciência dos homens livres”.  Para Platão a dialética seria o debate de dois interlocutores os quais iriam nomear as formas mais lógicas elegendo a verdade dos discursos, vejamos o que Olbrechts-Tyteca explica em “Traité de L`Argumentation la Nouvelle Réthorique” na página 47-49: “O que confere ao diálogo (…) senão se inclinar ante a evidência da verdade (…) Não seria certo que a adesão do interlocutor fosse obtida unicamente graças à superioridade dialética do orador.”. Ou seja, não adianta “falar bonito” sem falar a verdade; é o que vemos na maioria dos debates, gritos, apelações, e esquemas histéricos sem um debate leal.

Portanto, ela existe com mais nitidez com Platão.  Aristóteles considera a criação por Zenão de Eléia – no Fedro, 261-d – mas estabelece ela dentro dos discursos teóricos. Interessante que para o gênio de todos os tempos, a dialética deveria ser melhor comprovada pela prova honesta, então surge a analítica, que seria a lógica para estipular corretamente a conexão e fechamento da estrutura do discurso.

Então, para Aristóteles, a dialética deveria ser um estudo no qual se parte de duas premissas, cuja eleição da melhor, ou mais lógica, levaria a descrer na menos lógica, adotando a melhor como a ideal.  Por tal o discurso lógico.

Kant não acredita na dialética, concebendo-a como um debate sem sentido, Schopenhauer em sua obra: “como vencer um debate sem ter razão”, acreditava na dialética, mas percebia que o que se fazia muitas vezes, era uma falsa dialética, ou seja, uma erística.

Ele provou isso na vertente criada por Hegel, que muitos assumem como origem da dialética, o que é absolutamente falso, na verdade a dialética já existia antes, o que Hegel fez de modo capcioso foi colocar a dialética em três tons: Tese – Antítese – Síntese. Hegel adotava um relativismo, pois, se não existem bases ou lógica, como elegeríamos a verdade de um debate?

A autêntica dialética, então, tem que ser estruturada pela lógica formal, no caso, esta estrutura racional foi mais bem desenvolvida por Bertrand Russell.

Mas não foi Hegel que criou a dialética. Lógico que não. As provas históricas derrubam esta tese. Isso já demonstramos.

Para usarmos mais referências de prova, temos o artigo de Antônio Nascimento Júnior “Fragmentos do pensamento dialético”, no qual aponta claramente: “O pensamento dialético tem sua origem na Antiguidade entre os pré-socráticos, com Heráclito, do qual restam apenas fragmentos e referências de autores de épocas posteriores como Platão e Aristóteles”.

Já o artigo de Geraldo de Souza sobre dialética, atribui a dialética com Sócrates de modo rudimentar, claro que com mais contundência em Platão.

Hegel criou uma estrutura da dialética mas não criou a dialética em si, ela já existia nos pré-socráticos, e foi desenvolvida melhor com Platão e Aristóteles, sendo aperfeiçoada por Schopenhauer e Russell.

Eis um pouco das provas da formação e origem da dialética.